Balaio de Livros

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(Resenha): Orfão X - Gregg Hurwitz - Editora Planeta:

Posted: 01 Nov 2016 09:43 AM PDT


Sinopse:

Quando garoto, Evan Smoak foi recrutado no orfanato onde vivia para fazer parte de um programa americano ultrassecreto. Rebatizado de Órfão X, ele foi treinado para ser um exímio assassino e enviado aos piores lugares do mundo para missões que ninguém mais conseguia executar. Depois de longos anos de atividade, Evan deixa o programa e usa as habilidades de agente secreto para "desaparecer" e viver para um único propósito, agora sob o codinome de "Homem de lugar nenhum": salvar e proteger pessoas pobres e indefesas como ele havia sido. No entanto, seu passado de matador sangrento passará a assombrá-lo e também a seus protegidos. Alguém tão bem treinado quanto ele – talvez um ex-colega de programa?– está na sua cola, para tentar eliminá-lo.

Skoob: Órfão X

Opinião:

Já adianto: se você é daquelas pessoas muito críticas com enredos e tramas, que acha defeito em tudo, que não gosta de Missão Impossível e Matrix porque ''são muito mentirosos'' esse livro não é para você. Orfão X é uma narrativa no melhor estilo Ethan Hunt, com ação, violência, mistérios e cenas muito muito loucas. A diferença é que Ethan era espião, já o Evan Smoak - nosso protagonista - é um assassino de aluguel.




Somos apresentados ao Órfão X, Evan, e conhecemos a história de sua ''criação''. Recrutado na tenra idade dos 12 anos, ele foi treinado para servir a uma agência de assassinos. Tornou-se um dos melhores e tinha grande respeito de quem conhecia sua fama. Por algum motivo, Evan decide deixar o programa, desaparece e vai viver com pessoas humildes. Torna-se então um ajudantes delas. O Homem de lugar nenhum, um Robin Hood da pesada. É claro que isso não poderia durar muito tempo. Eventualmente percebemos que ele foi descoberto e que há alguém atrás dele, pronto para eliminá-lo.




Hurwitz soube desenvolver um enredo interessante com narrativa empolgante. Todas as cenas mais pesadas são bem descritas (e exageradas, admito) e deram à leitura uma certa fluidez. Esse não é um livro para quem quer coisas a serem pensadas e discutidas. O negócio é pancadaria mesmo. Me lembrou um bocadinho A Morte de Sarai, sem a parte da enrolação do namoro entre Victor e Sarai.




Claro que tem aquele tom de suspense, um mistério aqui e outro ali para deixar a gente com mais vontade de terminar. Nada forçado, apenas algo que se espera sobre um personagem orfão e treinado para matar. Aquela premissa básica de programas de assassinos dos EUA. Daria um bom filme. Clichê, mas bom. 

Resumindo... gostei da leitura. Fiquei empolgada com a narração e recomendo para quem gosta do estilo sou-foda-bem-treinado-bato-em-todo-mundo-faço-coisas-que-não-parecem-reais. De vez em quando a gente precisa dar mais créditos às coisas impossíveis. :)



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