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Pax - Como uma amizade pode transformar vidas?

Posted: 15 Aug 2016 12:00 PM PDT


Olá Leitores!
Essa semana será especial. Os parceiros da Editora Intrínseca foram convidados para a Semana Especial Pax, de Sara Pennypacker, um livro sensível e repleto de significado.
Convido a todos para conhecer um pouco mais dessa história:

Sinopse: Peter e sua raposa são inseparáveis desde que ele a resgatou, órfã, ainda filhote. Um dia, o inimaginável acontece: o pai do menino vai servir na guerra, e o obriga a devolver Pax à natureza. Ao chegar à distante casa do avô, onde passará a morar, Peter reconhece que não está onde deveria: seu verdadeiro lugar é ao lado de Pax. Movido por amor, lealdade e culpa, ele parte em uma jornada solitária de quase quinhentos quilômetros para reencontrar sua raposa, apesar da guerra que se aproxima. Enquanto isso, mesmo sem desistir de esperar por seu menino, Pax embarca em suas próprias aventuras e descobertas.Alternando perspectivas para mostrar os caminhos paralelos dos dois personagens centrais, Pax expõe o desenvolvimento do menino em sua tentativa de enfrentar a ferocidade herdada pelo pai, enquanto a raposa, domesticada, segue o caminho contrário, de explorar sua natureza selvagem. Um romance atemporal e para todas as idades, que aborda relações familiares, a relação do homem com o ambiente e os perigos que carregamos dentro de nós mesmos. Pax emociona o leitor desde a primeira página. Um mundo repleto de sentimentos em que natureza e humanidade se encontram numa história que celebra a lealdade e o amor.

Pax, de Sara Pennypacker, nos conta a história de Peter, um garoto de doze anos e seu melhor amigo Pax, uma raposa. Mas não pense que nossa história se parece com o clássico de Antoine de Saint-Exupéry, pois essa dupla elevou a meta de amizade consideravelmente. E é justamente esse o tema do post de hoje: Amizades que encontramos na história.

Se há algo que posso afirmar é que Pax nos mostra o poder de uma amizade e como ela transforma a vida das pessoas. E Pennypacker foi incrivelmente sensível e sábia em trabalhar essa proposta em diferentes situações ao decorrer da narrativa. Vejamos:

Começo com Peter e Pax. Peter conheceu o significado de amizade e pertencimento ao conviver com aquela raposa. E quando foi obrigado por seu pai a deixá-la no bosque, em razão da guerra se aproximava, sentiu que não era a coisa certa a fazer. Afinal de contas, não se abandona um amigo, principalmente nos momentos ruins! E é justamente aí que entendemos a missão de Peter quando eu foge de casa decidido a reencontrar Pax. 

Do outro lado está Pax. Ele possui personalidade e voz em nossa história, o que nos proporciona a chance de conhecer seus sentimentos em relação a seu menino, Peter. Sua natureza selvagem e seu coração doméstico nutrem uma mistura de devoção e necessidade de proteção. Uma lealdade sem tamanho que dificilmente encontraremos em relações humanas.
Pax amava seu menino, mas, acima disso, sentia-se responsável por ele. Tinha o dever de protegê-lo. Quando não podia cumprir esse papel, a raposa sofria.


Outra amizade belíssima e despretensiosa é a formada por Peter e Vola. Eles se conhecem quando Peter é encontrado, machucado, na propriedade de Vola. Ela é uma mulher que vive sozinha, atormentada por sombras do seu passado, mas que decide ajudar Peter, cuidando de seus machucados, dando abrigo e comida, até que ele tenha condições de continuar sua busca por Pax. O amizade que surge entre os dois é construída minunciosamente, cada atitude, descoberta ou revelação, criam laços fortes. E é realmente inspirador ver como essa amizade ajudou cada um deles.

Pax também precisou fazer amigos em seus dias de solidão. E esta não foi uma tarefa fácil. Estando em um território desconhecido e dominado, ele conhece Arrepiada, uma fêmea uma tanto brava e que não suporta o fato dele conviver com humanos. Ela é irmã de Muído e o defende de tudo e todos. Diversos acontecimentos contribuem para a aproximação dessas três raposas e vemos brotar da necessidade e luta pela sobrevivência, um companheirismo sem igual.


Podemos perceber as diversas formas que a amizade se encaixa nas relações presentes em Pax. E cada uma delas possui dores e belezas diferentes, desde a forma como nasceu até no que resultou aos envolvidos.

Como não poderia ser diferente, os laços entre Pax e Peter são os que mais me comoveram. Principalmente por conta do desfecho. Não serei eu quem estragará sua leitura contanto o que acontece, mas posso adiantar que reflete a forma mais pura de se amar um amigo.

Se você ainda não teve oportunidade de ler essa obra tão incrível, sugiro que o faça com muita pressa. Pax é um desses livros que devemos divulgar e fazer com que chegue ao maior número de pessoas possíveis, por seu conteúdo adorável e mensagem transformadora.

Espero que tenham gostado.
Ficaram curiosos para ler Pax?
Conheciam a obra?
Comentem!

Abraços e até mais.

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