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Resenha - Magônia

Posted: 06 Sep 2016 10:00 AM PDT

Resenha feita pela Tay!
Título: Magônia

Título Original: Magonia
Série: Magônia
1- Magônia
2- Aerie (2016 US)
Autor: Maria Dahvana Headley
Editora: Galera Record
Páginas: 308
Ano: 2016
Saiba mais: Skoob
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Sinopse
Uma fantasia original com ótimos personagens, complexidade emocional e um universo fantástico. Aza Ray nasceu com uma estranha doença incurável que faz com que o ato de respirar se torne mais difícil. Aos médicos só resta prescrever medicamentos fortes na esperança de mantê-la viva. Quando Aza vê um misterioso navio no céu, sua família acredita que são alucinações provocadas pelos efeitos do medicamento. Mas ela sabe que não está vendo coisas, escutou alguém chamar seu nome lá de cima, nas nuvens, onde existe uma terra mágica de navios voadores e onde Aza não é mais a frágil garota enferma. Em ''Magônia'', ela não só pode respirar como cantar. Suas canções têm poderes transformadores e, através delas, Aza pode mudar o mundo abaixo das nuvens. Em uma brilhante e sensível estreia no gênero young adult, Maria Dahvana Headley constrói uma fantasia rica em nuances e cheia de simbolismo.

A Trama: Esse livro é incrivelmente mágico e único, eu gostei dele mais do que sequer cogitei que gostaria. Acho que estamos tão cansados de ler mais do mesmo no gênero fantasia YA, que quando surge algo com uma mitologia diferente é quase impossível não parar para admirar a beleza do universo que aquele autor está criando. Magônia não é perfeito e eu queria que a autora tivesse explorado um pouco mais do universo e o desenvolvido melhor (afinal, são criaturas humanoides partes pássaros vivendo em navios acima das nuvens, isso ainda se entrelaçando com fatos históricos e fenômenos naturais que temos na Terra; quão incrível isso soa para você?). O desenvolvimento da trama deixa um pouquinho a desejar em alguns aspectos e em vários momentos o que você está lendo soa bem esquisito, mas tudo tem uma aura tão mágica que é quase impossível não se deixar envolver por toda aquela sensação de fábula que o livro transmite.

A ProtagonistaAza sempre teve uma doença rara que nenhum médico conseguiu diagnosticar. Essa doença fazia com que seus pulmões não funcionassem direito, consequentemente ela tinha problemas respiratórios sérios e poderia morrer a qualquer instante. Ela é um daqueles casos em que simplesmente não dá para ignorar a doença da pessoa, mas no início foi um pouco irritante quando tudo sobre o que ela falava era o fato de poder morrer a qualquer momento. Quando chega a Magônia é quando ela finalmente mostra traços de sua personalidade e gostei de ver ela crescendo ao longo da trama, apesar de não ser uma evolução tão notável.

Personagens SecundáriosEu adorei Jason, mas acho que a autora facilitou muito algumas coisas para ele em sua busca por Aza, com informações que era um pouco complicado imaginar como ele tinha conseguido do nada. Os magonianos são as estrelas do livro, já que são a novidade que a trama apresenta. Gostei bastante de Dai, mesmo que tenha um papel um pouco clichê na história. Zal tem grandes planos para Aza, apesar de não contar toda a verdade por trás dos seus ideais. Jik não teve tanto destaque, mas eu gostei dela e espero que apareça mais no próximo livro. Toda a mitologia criada por trás dos canwr e outros pássaros que se juntam ao seu magoniano (literalmente entrando por uma portinha que se abre em seu peito) é bem interessante, toda a ligação que um tem com o outro e como isso é algo importante para a história.

Capa, Diagramação e Escrita: Essa capa é simplesmente maravilhosa e combina perfeitamente com a história. A diagramação é super simples e encontrei alguns errinhos de revisão, como palavras faltando ou estando no tempo verbal errado. Eu me encantei com a escrita da Maria Dahvana, é tão mágica e digna de uma fábula moderna. Isso foi o que me frustrou um pouco quando eu percebi que faltou um pouco de desenvolvimento do mundo, porque eu pude ver que ela era capaz de deixar essa história incrível. Foi mais desatenção do que um erro de escrita. Mas por ter explorado uma mitologia ainda incomum no gênero, ela conseguiu me ganhar por toda a magia que conseguiu me transmitir através de suas palavras.

Concluindo: Não vou dizer que o livro é perfeito, porque não é, não entrou para os favoritos nem nada. Mas sabe quando uma história consegue te impressionar simplesmente pelo autor ter pensado fora da caixinha? Esse é o caso de Magônia. Eu conseguia sentir a magia fluindo até mesmo depois de ler. Ainda não sei se gostei de como terminou, mas sei que estou curiosa para saber o que mais está por vir. 

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